ERA UMA VEZ…

... Um sapo, um príncipe, uma rainha, um velho, um burro.

Habitantes da nossa memória, eles eram pobres, maus, bonitos, tenebrosos... E continuam vivos na lembrança do encantamento das noites em torno do fogão à lenha, da fogueira ou na varanda iluminada pelas estrelas e pirilampos da nossa infância.

 Um tio, o avô ou aquela babá, que sempre foi velha e sábia, eram os narradores de mundos, que, apesar de estranhos, nos eram familiares. Essas histórias nos introduziram nos mistérios da morte, do amor, nos sentimentos de ciúme, inveja, ambição e na magia dos seres que nos ajudaram a lidar com a solidão e com nossos medos.  Juntamente com outros ensinamentos, eles nos iniciaram na ética da cultura e da vida social.
Muitos dos nossos sonhos foram embalados por esses contos que também nos fizeram conhecer povos de roupas e hábitos diferentes.

É por isso que contá-los nunca caiu de moda, principalmente nas sociedades que mantêm esta tradição, como uma forma de nutrir e promover o intercâmbio dos valores da comunidade.